REVOLUÇÃO COTIDIANA
O mundo contemporâneo desvaloriza cada vez mais a gentileza no dia-a-dia. Em nome de uma pressa e ansiedade interminável, gastamos mais tempo correndo e olhando os ponteiros do relógio que olhando os rostos e o que ocorre ao nosso redor. Um bom exemplo disso são as maquinas de comida e refrigerante substituindo pessoas; o transito cada vez mais agressivo ao nosso redor e um sentimento que o egoísmo está vencendo batalhas sucessivas em relação ao bem-estar coletivo e até mesmo particular.
Outro reflexo disso é no ambiente acadêmico, que sofre em vários níveis com a perda do espírito de coletividade e gentileza, tendo reflexos como uma grande apatia dos estudantes no processo de solução de problemas coletivos da faculdade; críticas e “resmungos” desengajados à qualquer ação para a melhoria da situação. Outro nível que isso se apresenta é nas relações entre alunos/funcionários; alunos/profs.; profs./profs.; alunos/alunos e etc.
Esse talvez seja o problema mais grave que enfrentamos, as relações se tornam cada vez mais frias e técnicas, rompendo com a leveza, companheirismo, afeto e gentileza que deveria existir em um meio saudável para se estudar e trabalhar.
O afeto é colocado em segundo plano por esse sistema que fragmenta as relações, desarticula os movimentos de mudança e dificulta o surgimento de idéias criativas para a solução de problemas.
Nós da Chapa Gentileza pensamos ser fundamental refletirmos e agirmos contrário a esse sistema, promover uma harmonização do ambiente acadêmico através de soluções criativas, bem humoradas, afetivas e artísticas. Esses são os meios que acreditamos serem mais eficazes para promover maior união e espírito de coletividade no ambiente que passamos tanto tempo.
A gentileza é fundamental para que isso ocorra. Pequenas atitudes aparentemente sem efeito são capazes de grandes transformações no ambiente físico e nas interações sociais do território acadêmico.
Palavras duras, conflitos exagerados, radicalismos e apego excessivo às idéias e ideais normalmente só promovem maior fragmentação do movimento estudantil e aumento da tensão em nosso espaço. Temos que focar na luta pacifica, dar o exemplo da ponderação, aceitação das diferenças e do amor uns com os outros. Amor também é tema para as ciências humanas, e muitas vezes nos esquecemos disso. Focando-nos apenas nas patologias, distúrbios, desigualdades e injustiças, esquecendo do objetivo que deveríamos ter: tornar melhor nosso mundo e nossas vidas através de nossos atos.
Queremos utilizar o D. A. como instrumento para auxiliar na expansão da nossa percepção para com o ambiente que vivemos e a forma que vivemos. Não é uma tarefa fácil e depende de bom-senso e participação do máximo de pessoas. Mas nos propomos a agir ao máximo para facilitar a transformação do nosso espaço num lugar produtivo, criativo e gostoso de se estar!
Gentileza gera gentileza!
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